Joanete: a cirurgia minimamente invasiva que revolucionou o tratamento
A técnica MICA atingiu escores AOFAS de 95,6 pontos após 3 anos, com taxa de recorrência de apenas 3,3% e 81,8% dos pacientes avaliando o resultado como "Excelente".
Ler artigoInformações baseadas em evidências científicas para pacientes e atletas que querem cuidar melhor dos pés e tornozelos.
Conteúdo desenvolvido com base em estudos clínicos publicados em revistas científicas internacionais.
A técnica MICA atingiu escores AOFAS de 95,6 pontos após 3 anos, com taxa de recorrência de apenas 3,3% e 81,8% dos pacientes avaliando o resultado como "Excelente".
Ler artigoAté 70% das entorses não tratadas adequadamente evoluem para instabilidade crônica. Meta-análise com 586 pacientes demonstra que exercícios terapêuticos reduzem esse risco significativamente.
Ler artigoMeta-análise de 13 ensaios clínicos com 1.465 pacientes revela que a cirurgia minimamente invasiva reduz o risco de re-ruptura em até 86%, com risco relativo de 0,14.
Ler artigoMeta-análise de 24 ECRs com 1.653 pacientes: corticosteroides são mais rápidos no 1.º mês, mas o PRP demonstra superioridade estatisticamente significativa aos 3 e 6 meses (p<0,001).
Ler artigoRevisão de 50 estudos pela Auckland University of Technology: a liberação para corrida deve usar critérios objetivos como salto unipodal e análise de marcha — não apenas a ausência de dor.
Ler artigoO joanete, tecnicamente chamado de hálux valgo, é uma das deformidades mais comuns do pé, afetando principalmente mulheres adultas. Por décadas, o tratamento cirúrgico foi evitado por muitos pacientes em razão do longo período de recuperação e das cicatrizes associadas às técnicas abertas tradicionais. Esse cenário mudou profundamente com o desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva (MIS).
Um estudo publicado no Indian Journal of Orthopaedics (2023) acompanhou pacientes submetidos à técnica MICA (Minimally Invasive Chevron Akin) de terceira geração ao longo de três anos. Os resultados são notáveis: o escore funcional AOFAS (American Orthopaedic Foot & Ankle Society) saltou de 48,2 pontos antes da cirurgia para 95,6 pontos ao final do seguimento — uma melhora de quase 100%.
A cirurgia minimamente invasiva para hálux valgo utiliza incisões de apenas 3 a 5 milímetros — menores que uma impressão digital. Por meio dessas pequenas aberturas, o cirurgião introduz brocas ósseas especializadas (burs) e realiza osteotomias precisas guiadas por fluoroscopia (raio-X em tempo real). O osso é reposicionado e fixado com parafusos de titânio enterrados, sem necessidade de material externo.
O resultado é menos dor no pós-operatório, redução do inchaço, cicatrizes quase imperceptíveis e retorno mais rápido às atividades cotidianas — em média, o paciente já caminha com sandália especial no primeiro dia após a cirurgia.
"A AOFAS reconheceu em novembro de 2024 que a cirurgia minimamente invasiva para hálux valgo é equivalente em segurança e eficácia às técnicas abertas consagradas, representando uma evolução significativa no cuidado com o pé."
A indicação cirúrgica é estabelecida quando o tratamento conservador — uso de palmilhas, calçados adequados, fisioterapia e anti-inflamatórios — não controla a dor ou quando a deformidade progride comprometendo a qualidade de vida. O ângulo da deformidade e a presença de artrose na articulação metatarsofalangeana também orientam a decisão.
É fundamental que a avaliação seja individualizada. Pacientes mais jovens com deformidades moderadas respondem especialmente bem à técnica MICA, enquanto casos com artrose avançada podem requerer abordagem diferente.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Apenas um especialista pode avaliar o seu caso e indicar o tratamento mais adequado.
A entorse de tornozelo é a lesão musculoesquelética mais frequente em atletas e praticantes de atividade física. A percepção popular de que "é só uma torcida" ainda leva muitas pessoas a negligenciarem o tratamento adequado — e as consequências podem ser duradouras e limitantes.
Uma meta-análise publicada no periódico Scientific Reports (2025), que analisou 15 ensaios clínicos randomizados com 586 pacientes, trouxe dados alarmantes: até 70% das pessoas que sofreram entorse de tornozelo e não receberam reabilitação adequada desenvolvem Instabilidade Crônica do Tornozelo (ICT) — condição caracterizada por episódios repetidos de "torção", fraqueza e dificuldade de equilíbrio.
O estudo demonstrou que a terapia por exercícios melhora significativamente o escore FAAM-S (Foot and Ankle Ability Measure — Sport), com diferença média de 7,98 pontos (p<0,0001). Os exercícios de equilíbrio e treino proprioceptivo foram os mais eficazes, superando protocolos que se limitavam a fortalecimento muscular isolado.
"Propriocepção não se recupera sozinha com o tempo. O tornozelo precisa ser 'reeducado' para perceber e responder adequadamente às instabilidades do terreno. Sem esse trabalho específico, o risco de nova entorse permanece elevado."
Nem toda entorse é igual. Lesões de grau I (estiramento ligamentar leve) costumam se resolver com crioterapia, repouso relativo e fisioterapia simples. Já as de grau II e III (ruptura parcial ou completa de ligamentos) exigem avaliação especializada, possível imobilização e programa estruturado de reabilitação.
Sinais de alerta que indicam a necessidade de consulta: dor ao apoiar o pé no chão, inchaço intenso nas primeiras horas, hematoma extenso, sensação de instabilidade ao caminhar ou dor que persiste além de 5 a 7 dias. A Regra de Ottawa (Ottawa Ankle Rules) é usada clinicamente para indicar quando realizar radiografias e descartar fraturas associadas.
Atletas que retornam precocemente ao esporte sem reabilitação completa apresentam risco três a quatro vezes maior de nova entorse. O retorno deve ser guiado por critérios funcionais — força, equilíbrio, agilidade — e não apenas pela ausência de dor.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Apenas um especialista pode avaliar o seu caso e indicar o tratamento mais adequado.
A ruptura aguda do tendão de Aquiles é uma lesão devastadora, especialmente para pessoas ativas. O "estalo" súbito seguido de incapacidade de flexionar o pé plantarmente é frequentemente descrito como "levar um chute" na panturrilha. A decisão entre tratamento conservador e cirúrgico é uma das mais complexas e debatidas em ortopedia.
Uma meta-análise publicada na PLOS ONE (2023) reuniu dados de 13 ensaios clínicos randomizados com 1.465 pacientes, comparando três estratégias: tratamento conservador, cirurgia aberta e cirurgia minimamente invasiva (MIS). Os resultados fornecem subsídios claros para a tomada de decisão.
A re-ruptura é a complicação mais temida no tratamento do tendão de Aquiles. O estudo mostrou que a cirurgia reduz esse risco de forma consistente: a cirurgia aberta apresentou risco relativo de re-ruptura de 0,27, enquanto a MIS atingiu o notável resultado de RR=0,14 em comparação ao tratamento conservador.
"A cirurgia minimamente invasiva emergiu como a opção com melhor perfil risco-benefício: menor taxa de re-ruptura do que o tratamento conservador, com complicações infecciosas e cicatriciais significativamente menores do que a cirurgia aberta."
Protocolos de reabilitação funcional precoce — com mobilização controlada e carga progressiva — demonstraram aproximar os resultados conservadores dos cirúrgicos em pacientes selecionados. Pacientes idosos, sedentários ou com comorbidades que elevam o risco anestésico-cirúrgico podem se beneficiar dessa abordagem.
O consenso atual aponta para a tomada de decisão compartilhada: o médico apresenta os dados de evidência, e o paciente decide com base em seu perfil de vida, expectativas de retorno esportivo e tolerância ao risco. Atletas competitivos ou profissionais geralmente optam pela cirurgia para maximizar o potencial de recuperação funcional.
Independentemente da modalidade terapêutica escolhida, a reabilitação estruturada é determinante para o resultado final. A progressão de carga deve ser gradual, com retorno à corrida tipicamente entre 16 e 20 semanas após a lesão, e ao esporte de alta intensidade entre 9 e 12 meses.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Apenas um especialista pode avaliar o seu caso e indicar o tratamento mais adequado.
A dor no calcanhar ao dar os primeiros passos pela manhã é o sinal mais clássico da fascite plantar — a inflamação (ou degeneração) da fáscia plantar, tecido fibroso que percorre a sola do pé do calcanhar aos dedos. É a causa mais comum de dor no calcanhar, afetando cerca de 10% da população ao longo da vida, com pico de incidência entre 40 e 60 anos.
A boa notícia é que, com o tratamento correto, a grande maioria dos pacientes se recupera completamente. A questão é: qual tratamento escolher? Uma meta-análise publicada em 2025 que compilou 24 ensaios clínicos randomizados com 1.653 pacientes comparou sistematicamente o plasma rico em plaquetas (PRP) com a infiltração de corticosteroides.
O estudo revelou um padrão de resultados que orienta a tomada de decisão clínica. No primeiro mês, os corticosteroides são superiores — proporcionam alívio mais rápido da dor. Contudo, essa vantagem se inverte progressivamente: aos 3 meses, o PRP já demonstra superioridade estatisticamente significativa (p=0,03), e aos 6 meses essa diferença se aprofunda (p<0,001).
"Os corticosteroides funcionam melhor a curto prazo, mas o PRP produz resultados mais duradouros. Para pacientes com dor crônica (mais de 3 meses), o PRP deve ser considerado a primeira escolha entre as opções de infiltração."
O Guia de Prática Clínica da JOSPT (Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy) revisado em 2023 é claro: a abordagem conservadora deve ser a primeira linha por pelo menos 6 a 8 semanas antes de se considerar qualquer tipo de injeção. Isso inclui:
Exercícios de alongamento: especialmente do tendão de Aquiles e da fáscia plantar. Estudos mostram que o alongamento específico da fáscia plantar (dobrando os dedos para cima em descarga de peso) é mais eficaz do que o alongamento genérico da panturrilha.
Terapia manual: mobilização da articulação subtalar e do tornozelo melhora a mecânica do pé e reduz a sobrecarga na fáscia.
Órteses plantares: palmilhas com suporte de arco reduzem a tensão na fáscia durante a marcha. Não precisam ser necessariamente personalizadas — estudos mostram eficácia semelhante entre palmilhas pré-fabricadas e customizadas em casos leves a moderados.
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Para corredores e praticantes de esportes de impacto, a fratura por estresse é um dos maiores temores. Diferente das fraturas traumáticas, ela ocorre de forma gradual — resultado do acúmulo de microlesões ósseas que superam a capacidade de reparação do corpo. A tíbia e os metatarsos são os ossos mais frequentemente afetados em corredores.
Uma revisão sistemática publicada na Sports Medicine (2024), conduzida pela Auckland University of Technology e que compilou 50 estudos, estabeleceu critérios e diretrizes claras para o retorno à corrida após lesão óssea por estresse tibial — e os achados desafiam a prática clínica convencional.
O principal achado do estudo contradiz a prática habitual de liberar o atleta quando a dor desaparece. Os autores concluem que a liberação para corrida exige critérios objetivos combinados:
Salto unipodal: o atleta deve ser capaz de realizar séries de saltos em apoio unilateral sem dor e com simetria de força em comparação ao membro contralateral.
Avaliação de força muscular: especialmente de panturrilha e quadríceps, com déficit máximo aceitável de 10% em comparação ao lado saudável.
Análise de marcha: padrões biomecânicos como impacto de calcanhar excessivo, queda do quadril (sinal de Trendelenburg) e pronação exagerada devem ser identificados e corrigidos antes do retorno ao treino.
"Retornar à corrida baseando-se apenas na ausência de dor é o principal erro que leva às recidivas. O osso pode estar cicatrizado o suficiente para não doer em repouso, mas ainda vulnerável ao estresse mecânico repetitivo."
O estudo identificou dois fatores de risco primários: picos de carga de treino (aumento súbito de volume ou intensidade) e baixa densidade mineral óssea. A chamada "Tríade da Atleta Feminina" — deficiência energética, disfunção menstrual e baixa densidade óssea — aumenta substancialmente o risco em mulheres corredoras.
A regra dos 10% é uma referência clássica de prevenção: nunca aumentar o volume semanal de treino em mais de 10% por semana. Embora simplificada, a evidência a suporta como diretriz prática para corredores recreativos. Atletas de alto rendimento devem utilizar ferramentas de monitoramento de carga mais sofisticadas.
Além da progressão controlada, outros fatores protetores incluem: calçado adequado com boa absorção de impacto, superfícies de treino variadas (evitar sempre asfalto), ingestão adequada de cálcio e vitamina D, e períodos suficientes de recuperação entre sessões intensas.
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